Por Maya Wolf
Conversei com duas amigas sobre isso.
– Por que vocês acham que isso acontece? – perguntei.
– Roupa lavada, comidinha pronta, grana sobrando pra balada... É a lei do menor esforço, mais imaturidade... falta de cojones pra bancar a própria vida. – foi uma das respostas.
A outra foi que:
– A culpa é das mães, que criam as filhas pra casar e serem boas donas-de-casa, mas criam os filhos pra serem sempre filhos. O homem cresce e quer ter uma mulher pra comer e uma mãe pra fazer comida. Quando não dá mais pra comer a mulher, volta pra comida da mãe...
– E já chega dando ordem, viu, bem.....?! – completou a primeira.
Eis o que eu acho: penso que o que mais faz falta pra eles, que experimentaram a casa da mãe e a vida de casados, é saber fazer a coisa funcionar. As mulheres sabem, melhor que eles, como criar um lar, um lugar organizado e acolhedor com tudo o que eles precisam pra sobreviver. (Sim, sobreviver!)
Eles crescem com uma cabeça dirigida pra serem os machinhos e acabam não sendo homens inteiros. As famílias ficam com bobagens de “isso coisa é de homem”, “aquilo é de mulher”. Depois, eles não sabem se virar e voltam correndo pras mães.
Se soubessem mais sobre Donald W. Winnicott e sua teoria do cuidado materno, será que isso ajudaria essas mães a criar condições de autonomia para os seus meninos? Segundo ele, toda criança precisa de uma mãe suficientemente boa, que vá saindo de cena e deixando a criança virar um ser inteiro, maduro. Não, esses “garotos grandes”, que a gente vê por aí e acaba casando com eles...



