Por Maya Wolf
Essa superexposição da vida nas redes sociais está criando umas situações e exigências ridiculamente impossíveis. Rir constantemente. Fazer coisas publicáveis. Estar sempre preparado para uma selfie.
A busca pelas “curtidas” faz querer escrever coisas sempre boas, bacanas, descoladas. Com o tempo, podemos nos tornar dependentes disso. Estar bem, sentir-se feliz ou abençoada, vai virando uma imposição e parece que ficar triste, chateada, experimentar rejeição, são coisas pra realmente se esconder e vivenciar na solidão da vida offline.
Claro que é o ego que pensa assim. (Como todo tipo de dependência, esta também atende diretamente ao ego...) É o ego que precisa de curtidas.
E claro que é bacana receber um presente, passar a tarde com o namorado ou amigos, na praia. Ir jantar num lugar bonito.
Mas, e quem está cansada de carregar dentro de si um estado emocional incômodo e pesado, memórias sobrevoando a mente e pousando como desagradáveis pernilongos que não dão sossego, resolve como? Expõe onde?
Se estiver brava, triste ou envergonhada pelo que sente, pode ter vontade de se recolher. De não se expor. Uai, há coisas dignas de serem sentidas e que não são feitas pra se postar!
A vida privada não é um exílio. É uma necessidade e um sintoma de saúde, quando se consegue ficar confortável na companhia de si mesma. Retirar-se pra colocar a cabeça no lugar, uma medida de equilíbrio.
A ideia de que a gente precisa estar sempre feliz, a fim de dizer coisas boas pros outros, sempre satisfeita e grata por tudo, é um mito. Um mito que essa vida virtual vem reforçando, até porque ela dá uma impressão de sermos outra pessoa e vivermos outra realidade. Sobretudo quando é difícil aceitar uma realidade “real” que é muito diferente da que se deseja...
As pessoas não são feitas apenas do que se permitem expor nas fotos e posts. As pessoas são compostas de camadas que aparecem sempre, camadas que vez por outra dão as caras e, outras camadas ainda, que nunca vemos. E nem sabemos as razões.
Algumas pessoas, com tudo isso, inspiram simpatia e confiança. Outras, estranhamento.
Algumas se tornam próximas e confiáveis, por motivos que não conseguimos identificar. Mas uma coisa eu aprendi: que a mais próxima e mais confiável de todas precisa ser sempre a gente mesma.
Mas, e quem está cansada de carregar dentro de si um estado emocional incômodo e pesado, memórias sobrevoando a mente e pousando como desagradáveis pernilongos que não dão sossego, resolve como? Expõe onde?
Se estiver brava, triste ou envergonhada pelo que sente, pode ter vontade de se recolher. De não se expor. Uai, há coisas dignas de serem sentidas e que não são feitas pra se postar!
A vida privada não é um exílio. É uma necessidade e um sintoma de saúde, quando se consegue ficar confortável na companhia de si mesma. Retirar-se pra colocar a cabeça no lugar, uma medida de equilíbrio.
A ideia de que a gente precisa estar sempre feliz, a fim de dizer coisas boas pros outros, sempre satisfeita e grata por tudo, é um mito. Um mito que essa vida virtual vem reforçando, até porque ela dá uma impressão de sermos outra pessoa e vivermos outra realidade. Sobretudo quando é difícil aceitar uma realidade “real” que é muito diferente da que se deseja...
As pessoas não são feitas apenas do que se permitem expor nas fotos e posts. As pessoas são compostas de camadas que aparecem sempre, camadas que vez por outra dão as caras e, outras camadas ainda, que nunca vemos. E nem sabemos as razões.
Algumas pessoas, com tudo isso, inspiram simpatia e confiança. Outras, estranhamento.
Algumas se tornam próximas e confiáveis, por motivos que não conseguimos identificar. Mas uma coisa eu aprendi: que a mais próxima e mais confiável de todas precisa ser sempre a gente mesma.

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