segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

NÃO, NÃO ESTAVA NO PAPO

Tratar o outro como se já fosse seu, não investir mais na relação, é um grave erro

Por Maya Wolf



Tem gente que procura parceiros pela noite querendo sonhar por uns minutos e #partiupraoutra. Tem gente que procura parceiros para compartilhar a realidade da convivência diária.

Uns preferem se entregar a um desejo, um corpo, um momento fugidio. Outros gostam de planejar uma jornada mais longa. Uns querem provar o sexo; outros querem adentrar a intimidade, chegar a conhecer a mente e tocar o coração do outro.

Tem gente que quer se envolver pouco. Consegue, sai com facilidade. Tem gente que não consegue.

E tem quem acha que já está com o “seu” garantido em casa e não consegue passar sem um flerte no trabalho, uma eventual puladinha de cerca.

Bom, eu acho que tratar uma partida como ganha é desinteressar-se do resultado. Tratar o outro como se já fosse seu, não investir mais na relação, é um grave erro, como o daquele time que entra em campo achando que a vitória “tá no papo” e acaba sendo vergonhosamente goleado. E não estou falando só de futebol...

Você passa muito tempo com alguém e para de prestar atenção aos detalhes, às mudanças. Não percebe que o outro lado tem novas jogadas, que trocou de técnico. Às vezes, as conversas viram assuntos de rotina, da casa, e os dois deixaram de falar do que sentiam, do que queriam.

Como o seu "querer" e o seu "sentir" não têm lugar com seu parceiro, o que você faz? A melhor solução seria procurar reduzir essa distância. Revisitar o diálogo. Buscar terapia. A solução escolhida, muitas vezes, é preencher o tempo e sua necessidade de emoção em conquistas rápidas e fúteis.

A pergunta a ser respondida, então, é: você ainda quer aquele relacionamento? Porque se quer e fica jogando nos campinhos dos outros, sabendo que esta não é a regra combinada, você está sendo um moleque ou uma louca. Quando cair em si, vai ver que a Copa terminou pra você e te mandaram de volta antes da hora. Sem o título.

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