Por Maya Wolf
Relacionamentos só funcionam com base em confiança e respeito recíproco.
A confiança não é objetiva, não vem exclusivamente de dados externos. Por isso, testes de fidelidade não ajudam nada, se você não sentir que pode confiar.
Houve um tempo em que teste de fidelidade virou uma atração de TV, onde atores são usados para seduzir o cônjuge e o ponto alto são as brigas e palavrões no palco. Claro que isso satisfaz alguma necessidade doentia de confiar definitivamente em alguém, quando no fundo sabemos que nós mesmos podemos mudar de querer, mudar de sentir... mudar! Ou seja, nem mesmo nós próprios somos absolutamente confiáveis quanto à manutenção das intenções, nos compromissos que assumimos.
Mas podemos ser confiáveis quanto à nossa integridade, se houver mudança de intenção no meio do caminho, integridade que está relacionada à honestidade e ao caráter. E este é o ponto de equilíbrio das relações.
Confiança é um sentimento. Ela é interior e encontra ou não condições de existir. Nossa confiança nas pessoas em geral pode ter sido abalada por experiências e/ou pelo modo como nossos pais nos trataram. Embaraçados pelo passado e pela tristeza, sentimos que a dificuldade tem a ver muito mais conosco, que com o outro.
Mas não é só isso. Em algumas pessoas, vamos confiar irrestritamente porque “tapamos com a peneira” todos os indícios que poderiam fazer desconfiar, porque queremos “fazer dar certo”. E às vezes, independente do que o outro faça, jamais conseguiremos sentir confiança.
Já a honestidade é um compromisso, escreveu Clarice Lispector em Água viva. E eu acrescento: um compromisso consigo mesmo(a) que é sentido pelo outro e que carrega, em seu interior, o prêmio da confiança.
Das muitas dificuldades que um casal pode enfrentar, talvez a mais cruel e irreversível seja a falta de honestidade. E a consequente perda da confiança. Porque a perda da confiança invalida tudo o que se viveu de bom, desde que não sabemos mais o que foi ou não verdadeiro...
A quebra da confiança é como uma ponte que ruiu. Você pode até sentir saudades do outro lado, mas não tem mais como voltar, nem se quisesse.
Pode até sonhar com um túnel do tempo equipado com apagador de memória. Mas o fato é que, mesmo que se encontrem, mesmo que ainda se queiram, nada mais pode ser como antes, a não ser que a verdade aflorasse e lavasse tudo com sua transparência.
Mas, que verdade seria essa? A verdade segundo quem?...
Houve um tempo em que teste de fidelidade virou uma atração de TV, onde atores são usados para seduzir o cônjuge e o ponto alto são as brigas e palavrões no palco. Claro que isso satisfaz alguma necessidade doentia de confiar definitivamente em alguém, quando no fundo sabemos que nós mesmos podemos mudar de querer, mudar de sentir... mudar! Ou seja, nem mesmo nós próprios somos absolutamente confiáveis quanto à manutenção das intenções, nos compromissos que assumimos.
Mas podemos ser confiáveis quanto à nossa integridade, se houver mudança de intenção no meio do caminho, integridade que está relacionada à honestidade e ao caráter. E este é o ponto de equilíbrio das relações.
Confiança é um sentimento. Ela é interior e encontra ou não condições de existir. Nossa confiança nas pessoas em geral pode ter sido abalada por experiências e/ou pelo modo como nossos pais nos trataram. Embaraçados pelo passado e pela tristeza, sentimos que a dificuldade tem a ver muito mais conosco, que com o outro.
Mas não é só isso. Em algumas pessoas, vamos confiar irrestritamente porque “tapamos com a peneira” todos os indícios que poderiam fazer desconfiar, porque queremos “fazer dar certo”. E às vezes, independente do que o outro faça, jamais conseguiremos sentir confiança.
Já a honestidade é um compromisso, escreveu Clarice Lispector em Água viva. E eu acrescento: um compromisso consigo mesmo(a) que é sentido pelo outro e que carrega, em seu interior, o prêmio da confiança.
Das muitas dificuldades que um casal pode enfrentar, talvez a mais cruel e irreversível seja a falta de honestidade. E a consequente perda da confiança. Porque a perda da confiança invalida tudo o que se viveu de bom, desde que não sabemos mais o que foi ou não verdadeiro...
A quebra da confiança é como uma ponte que ruiu. Você pode até sentir saudades do outro lado, mas não tem mais como voltar, nem se quisesse.
Pode até sonhar com um túnel do tempo equipado com apagador de memória. Mas o fato é que, mesmo que se encontrem, mesmo que ainda se queiram, nada mais pode ser como antes, a não ser que a verdade aflorasse e lavasse tudo com sua transparência.
Mas, que verdade seria essa? A verdade segundo quem?...

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