segunda-feira, 2 de março de 2015

AMOR E CASAMENTO

“Mas... como se pode casar sem amooooor!?...”

Por Maya Wolf




As mulheres ocidentais têm um jeito de pensar casamento, como se fosse o único jeito possível de unir um casal ou, ao menos, o mais desejável. Histórias e documentários, que mostram tradições de outros países, como a Índia, costumam chocar nosso senso de perspectiva afetiva. Lá, os casamentos podem ser combinados, enquanto os noivos ainda são crianças. E é um assunto de família, que não tem o viés romântico que lhe atribuímos.

“Mas... como se pode casar sem amooooor!?...” Bem, creio que precisamos dizer, em favor de todas as pesquisas sociológicas (e das sociedades que sequer conhecemos, mas que também funcionam), que o nosso idolatrado modelo de casamento é somente UM modelo. A
quele que faz parte da nossa cultura. 

E como crescemos dentro dessa cultura, ouvindo sobre e também vivendo esse modelo, podemos não nos lembrar de que ele é apenas uma possibilidade de coexistência bem sucedida entre um casal. Há muitos casamentos, na Índia, que também dão certo.

De fato, se pensarmos bem, defendermos o “casamento por amor”, acharmos que encontraremos a pessoa especial “que Deus preparou” para nossas vidas, nada disso tem sido garantia de longevidade dos relacionamentos e nem impede a ruptura e a bancarrota emocional, em algum ponto da jornada. É só dar uma olhada ao redor...

Agora, responda rápido: o casamento, como o concebemos, é a única forma possível de viver o amor?

Note que estou falando de forma. E que o conteúdo sempre foi e sempre será mais importante que a forma. Um blog pode ser visualmente atrativo na forma, mas se não tiver nada a dizer, ou se passar informações falsas, a beleza não o salva de fracassar perante o público... Pense num bolinho lindo, com gosto de vômito ou cera de ouvido, como as jujubas de Harry Potter!

Já o conteúdo das relações, seu sabor, sua essência, isto é feito de sentimentos e intenções. E alguns sentimentos ajudam uma relação a ser mais duradoura.


Desejar a felicidade do outro é um deles. Prazer de estar juntos, também. O comprometimento – o sentimento de fazer parte de um casal, além de ser um indivíduo – é fundamental.Tem quem fale muito de amar, até em versos e músicas, mas nem pensa em se comprometer.

Assumir responsabilidades juntos, pela vida que escolheram ,é uma atitude promissora. E quando existe isso, você vive da forma que você quiser, sem gosto de vômito e cera de ouvido.

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