quinta-feira, 29 de maio de 2014

EU SÓ QUERO UM HOMEM

Alguém que parece perfeito hoje pode ser difícil de encarar amanhã

Por Maya Wolf



Vinda de uma mulher, “Não preciso de um homem” soa como uma forte afirmação de poder e de controle sobre a própria vida, sobre o próprio prazer. Mas de fato pode significar muita coisa.

Pode expressar uma preferência sexual.

Pode ser uma exclamação de vitória, depois de trocar a resistência do chuveiro e entrar debaixo de um agradável jato de água quente.

Pode partir de alguém que não idealiza para si um casamento (ou vida a dois sob qualquer denominação escolhida), que resolveu fazer suas regras, estabelecer metas e cumpri-las a seu modo. Hoje em dia, isso é muito mais fácil que há algumas décadas.

Muitas das mulheres que afirmam não precisar de um homem, contudo, saem à noite para caçar, sem muitas vezes respeitar sequer aqueles que já estão com suas amigas - e muito menos as amigas. Essas falsas. Dizem que não precisam deles, mas parecem malucas quando ficam sem...

Agora, se você não é maluca, se você pensa diferente e admite que gosta de estar num relacionamento, se deseja isso, é melhor não agir como uma desesperada. Porque não é boa ideia entrar em nada que seja pra valer, em estado de desespero. A perspectiva não é boa e a margem de erro é grande. O desespero impede seu cérebro de funcionar direito.

Você quer compartilhar bons momentos com um homem parceiro, pessoa do bem, carinhoso, atencioso. Há milhões no planeta. Bacanas. Sinceros. Construindo uma vida. Querendo o que você quer. E no momento você só precisa achar um.

Então, não se contente com improvisos ou imitações. Não cisme com o cara na mesa do canto e voe sobre ele como um gavião desajeitado. A chance de ele ser o tal cara é remota e, se pensar bem, verá que ela não vale as penas que se perde na aterrissagem.

Encontrar uma transa não é difícil, encontrar uma pessoa com que você venha a se dar bem é outra história. Alguém que parece perfeito hoje pode ser difícil de encarar amanhã.

Mas não pire e nem perca a fé, nem em Deus e nem em si mesma. Carl Jung, que fundou a psicologia analítica, escreveu em Memórias, sonhos, reflexões, que a maior parte dos seus pacientes não eram os crentes, mas aqueles que perderam a fé. 

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