Por Maya Wolf
Aquilo em que eu acredito, é minha liberdade ou as minhas grades.
Um exemplo: Estive muitos anos trancada num casamento difícil. Eu vivia um monte de coisas dentro da minha cabeça, porque era extremamente controlada pelos ciúmes de um ex-marido e achava que estava fazendo algo bom, mantendo a minha família unida. Eu acreditava na importância de aguentar firme no meu papel e vivia tudo (minha liberdade, meus devaneios, meus pensamentos mais pessoais e criativos) dentro da minha mente.
No fundo, estava presa era naquela minha crença, de que aquilo pelo que estava me sacrificando tinha algum valor. Não, no meu casamento.
Então, parei de crer naquilo e saí, quando descobri que não funcionava, que nada estava melhor em função do meu “sacrifício”.
Fiquei doente, foi uma “barra”, mas eu saí. E então entendi Bukowski em Ao sul de lugar nenhum: “quanto menos se acreditava na vida, menos se tinha a perder”. Vi o que estava perdendo e que também moram em mim seres que desconheço.
É fato e eu reconheço essas forças desconhecidas ou inconscientes. Instinto. Emoção.
Tem algo que não sei explicar quando estou perto de você e sinto vontade de tocar em você. Se não houver obstáculo, é o que eu faço. Não penso, não discuto. Apenas percebo que minhas mãos se movem na sua direção. Meu corpo vai pro seu. Minha boca vai pra sua...
Não sei se sou totalmente controlada por essas forças. Talvez, sejam mais implacáveis dentro de mim que o antigo ciúme alheio, porque nelas, não preciso crer pra que ajam.
É fato e eu reconheço essas forças desconhecidas ou inconscientes. Instinto. Emoção.
Tem algo que não sei explicar quando estou perto de você e sinto vontade de tocar em você. Se não houver obstáculo, é o que eu faço. Não penso, não discuto. Apenas percebo que minhas mãos se movem na sua direção. Meu corpo vai pro seu. Minha boca vai pra sua...
Não sei se sou totalmente controlada por essas forças. Talvez, sejam mais implacáveis dentro de mim que o antigo ciúme alheio, porque nelas, não preciso crer pra que ajam.
Espero que, se eu sentir que não é o momento ou que não devo, a minha vontade vá funcionar e eu me refreie. Se tiver alguma razão suficientemente forte e importante, eis a minha força pra não agir por impulso.
Quando ficar em dúvida sobre essas forças desconhecidas, darei uma chance ao tempo. Ele tem um jeito maravilhoso de mostrar o que funciona e aprendi isso com um casamento que parou de funcionar.
Quando ficar em dúvida sobre essas forças desconhecidas, darei uma chance ao tempo. Ele tem um jeito maravilhoso de mostrar o que funciona e aprendi isso com um casamento que parou de funcionar.
Pena que a gente, às vezes, também demore demais pra (ou não queira) acreditar no que ele diz, o que costuma revelar-se uma enorme burrice.

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