Por Maya Wolf
Não estou falando de alguém em particular, que pode estar lendo e achando que é sobre ele.
Às vezes, gostamos de uma pessoa, gostamos mesmo, mas sabemos pouco sobre ela. Se tudo está muito rápido, fica difícil de aprofundar qualquer coisa. Embarcamos antes de saber pra onde o barco vai.
E olha que o amor e o encontro não precisam ser nenhum Oceano Pacífico! Mas só superfície – conversinha e carinha bonita – é muito pouco.
Vamos ser honestos, pra eu não inventar na minha cabeça coisas que não são. Isso é só uma saída? Uns beijos e uma transa? Preciso saber se o que você quer vai ser bom pra mim e se vou segurar a onda, caso não o veja mais.
Gosto da primeira impressão e de sua conversa. Acho que tudo pode, dentro da concordância, do respeito recíproco. E da honestidade recíproca. Porque posso estar olhando para o que eu acho que quero, vendo isso em você. E então, não estou vendo você. E nem eu mesma... o que é trágico!
E sem ver você, você pode roubar meu coração. Isso de roubar coração é perigoso. Quando a gente pega de volta, falta um pedaço e até crescer de novo... vou te falar!
Aprendi isso com uma sábia, a Alice Ruiz: “Era uma vez, uma mulher que via um futuro grandioso para cada homem que a tocava. Um dia ela se tocou.” Acho que sabedoria é aquilo que a vida vai deixando em nós, quando permitimos e damos valor. E essa sabedoria é que me salva de acidentes náuticos e fraturas expostas, quando você me responde se está só de passagem ou se pretende ficar.

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