Por Maya Wolf
Ninguém quer pensar no fim, ninguém quer lidar com o fim. Por causa disso, às vezes a gente deixa certas coisas chegarem muito longe, na nossa vida... Mascara a realidade.
É muito gostoso ouvir ou perceber que alguém ama você. Mas quando se começa a agir somente em função de segurar uma pessoa, deve haver algo doente e mais profundo a se descobrir por trás disso. Há algo errado. Um sintoma de dependência, que é doença e, não, amor.
Algumas mulheres podem fazer muito em troca de um “eu te amo”, de uma sensação de parceria. E “eu te amo” é bem diferente de “eu te amo mais que a vida e se você me deixar, eu morro”...
Quando o relacionamento termina, a vida pode mesmo parecer um caos. Sintomas de abstinência, como se faltasse a sua droga. Fica difícil raciocinar.
Por um tempo, você ainda se percebe apenas em relação ao ex e se sente “a sozinha”, “a largada”, “a separada”. Só aos poucos vai se sentindo simplesmente você mesma. Bem normal. Sem um homem como adereço de autoafirmação.
É que tiraram o seu vício. No começo é estranho. A mente está viciada em pensar no cara, mas o desconforto tende a diminuir. Com calma e coragem, você acaba achando o seu equilíbrio. Vai se sentir você, completa como sempre foi, mesmo sem saber que era. Vai se sentir você mesma e muito bem desse jeito.
Quando a onda baixa, você vê que existe vida após o rompimento. Eventualmente irá se lembrar de um tempo em que vivia sem a companhia dessa pessoa... e vivia até bem!!!
Dica dos Narcóticos Anônimos que vale aqui: pra não recair e se sentir melhor, evite hábitos, pessoas e lugares que façam pensar nele. É o pensar que leva à tristeza, à saudade, à dor e à recaída.
Amar não significa apoiar-se no outro. Companhia não significa segurança ou garantia. Enquanto pensa assim, você pula de uma relação pra outra sem se firmar sobre as próprias pernas. Mas no final das contas, é sempre você quem se garante, e mais ninguém.

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