Por Maya Wolf
As pessoas tendem a se viciar nas situações que trazem sensação de segurança. Usam palavras a que se acostumaram e que, segundo creem, não serão mal interpretadas. Passam pelas mesmas ruas pra chegar ao trabalho ou ao mercado. E se casam para garantir um futuro.
Casar dá sensação de segurança, igual a emprego. Cria-se um hábito de ficar junto, de trabalhar num lugar – tanto no emprego, quanto no casamento. Ambos um dia podem dançar.
Casamento geralmente parece melhor visto de fora do que vivido por dentro. Você vê duas pessoas numa longa convivência e acha que aquilo é felicidade. Contudo, algumas vezes, se olhar de mais perto, vê apenas dois neuróticos cujas neuroses se completam.
Compartilham uma relação que vem sendo segura para suas necessidades emocionais. Cômoda, talvez confortável. Mas, feliz? Intensa? Carinhosa?... Não.
Então, os casais se separam quando se dão conta de que o doce amargou. Ou ficam ali e fazem cena pros outros (não subestime jamais a fragilidade dos egos envolvidos!).
Apesar disso, a idealização do casamento ainda coloca na cabeça de muitas mulheres a mesma pergunta: “dar ou não dar, no primeiro encontro”?
Essa pergunta não tem a ver só com parecer “facinha”, o que já vem de uma mentalidade machista, mas com querer fisgar um homem. É estratégica. Ela é fruto de uma cultura em que o macho “alfa” pegador é valorizado, enquanto que a mulher que ele pega ganha o desvalor e a pecha de “piranha”. Fica desvalorizada para casar, que fique claro.
As mulheres deviam desenvolver um olhar próprio, para si mesmas, em vez de se olhar como os homens as olham.
Primeiro, que a gente não dá. No máximo, empresta.
Segundo que, se é minha, empresto quando e pra quem quiser. Não estou fazendo tipo, estou apenas no meu direito.
Falo com a minha boca aquilo que quero, caminho com meus pés para onde decido ir. Então, por que alguém, que não eu, deveria gerenciar a minha vida sexual?
As mulheres deviam desenvolver um olhar próprio, para si mesmas, em vez de se olhar como os homens as olham.
Primeiro, que a gente não dá. No máximo, empresta.
Segundo que, se é minha, empresto quando e pra quem quiser. Não estou fazendo tipo, estou apenas no meu direito.
Falo com a minha boca aquilo que quero, caminho com meus pés para onde decido ir. Então, por que alguém, que não eu, deveria gerenciar a minha vida sexual?

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