Por Maya Wolf
Para mim, shoppings são lugares entediantes. Brechós são lugares de diversão e descobertas, de experimentos instigantes. Lá encontro peças surpreendentes, enfeites de outras décadas, coisas geniais.
Vitrines de shoppings são geralmente várias da mesma tendência de moda. Não quero moda. Eu quero passar numa loja de DVD’s, por exemplo, e, se possível, ver e ouvir ThePianoGuys. Pode ser?...
Eu quero conceitos alternativos pra vestir.
Muitas mulheres de hoje parecem xerox umas das outras. Cabelos alisados, peitos arrebitados, estampas semelhantes. E o interessante é que elas se parecem mais com cópias do gosto masculino que com elas mesmas. Isso é muito chato! Perderam a clara expressão de si para se tornarem iscas de olhares que, delas, pouco veem. Anyway...
Não adoto este padrão. Isso não quer dizer que eu tenha que (ou que vá me) embarangar toda, só pra ser do contra. Não vamos radicalizar, que a proposta não é esta! Nos brechós, viajo para diversos passados e para alguns futuros looks meus. Imagino, componho, crio.
Quero me vestir como me gosto, de um jeito que o espelho me sorria. Pra mim mesma, não pros outros. Quero mudar conforme meu estado emocional, minha inspiração, minhas combinações de cores.
Não sou massa, nem ovelha de rebanho.
Gosto da diversidade humana, ela me amplia e enriquece. Gosto da semelhança essencial que nos une espiritualmente, mas gosto demais da liberdade de escolher como pensar e como ser.
Não creio que vá mudar o capitalismo e a globalização, com essa minha pequena postagem. Mas se você pensar a respeito, já me dou por muito contente!

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