Por Maya Wolf
Os homens em geral são crianças que gostam de ter seus brinquedos ao alcance das mãos. Gostam da ideia de que podem esticar o braço e pegar o que querem. E gostam de colecionar.
É bom saber que alguns deles amadureceram o suficiente pra controlar esse impulso ou pra não ter que provar que são homens, colecionando transas e conquistas.
Porque brincar é saudável e humano, mas só quando ambos sabem que é brincadeira.
Você devia ter parado de buscar fantasias adolescentes por aí, se quisesse ficar comigo. Porque eu não devo (perante mim mesma!) alimentar esse seu lado inseguro, fazendo concessões e esperando que você me dê uma qualidade melhor de atenção e carinho. Não vou mendigar afeto.
EU não estava brincando. Tive o capricho de desejar um futuro e planejar como seria. Abrir mão desse desejo e plano demorou um pouco. Por um tempo, achei que tinha perdido, mas agora penso que ganhei algo, nisso tudo. Você deixou uma bagunça aqui, mas essa bagunça não sou eu. Você saiu como um moleque irresponsável e isso criou uma crise que, como dizem na China, é também uma oportunidade. E eu estou inteira.
Não vou me sentir “menos”, nem insegura, nem inferior, nem desamada. Você é que não sabia o que era amor.
Eu comecei chorando e sentindo muita raiva, mas tudo isso me mostrou a força que tinha e não estava usando, por ter me acomodado na sua companhia. Era agradável ter você ao lado.
Você, contudo, não entendeu os termos e abusou de sua posição. Então, chega uma hora que chega! E pra mim chegou o tempo de achar outro rumo, conhecer outro lugar, encontrar um homem-homem.
Quanto a você, bobão, desejo que se divirta na sua eterna sex shop, até cansar de se masturbar no banheiro da puberdade emocional e saber querer uma mulher por inteiro. Uma que não vai ser só seu fetiche e nem a sua distração!
Não tenho medo de estar só. Eu até ando sentindo falta de estar com alguém, mas não dá pra ser qualquer pessoa. Sobretudo, se for outro você. Então, estou num exercício de paciência e, segundo Benjamin Franklin no Poor Richard's almanack de junho de 1736, quem pode ter paciência pode ter o que quiser.

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