Por Maya Wolf
Às vezes, você imita o estilo de alguém. Às vezes, uma cultura ou tendência que admira. “Hippie chic”, “afro”, “motoclube”. Ou embarca num modismo.
Mas tem sempre algo mais que você representa no mundo. A sua alegria, o seu trabalho, o seu respeito por si e pelos outros. Sem alarde, sem atitudes panfletárias, somente a marca que você deixa em tudo o que faz e nos locais por onde passa.
Tem um ser aí, com uma função perante si mesma, perante família, sociedade. Viver e aprender com a vida, pra sofrer menos e ter mais paz, faz parte dessa função. Cuidar de pessoas queridas. Tornar melhor um pouco, o seu lugar. Atingir um grau satisfatório de felicidade.
Às vezes, porém, você se desvia disso. Se concentra num só aspecto de sua ampla possibilidade de pensar e de fazer. Foca no trabalho, na carreira. E assim perde a mulher, a filha e a mãe dentro de você. Deixa o resto para um futuro distante ou, talvez, inexistente.
Ou então, tudo gira em torno de buscar alguém. Quando finalmente acha, tudo passa a girar em torno de estar com esse alguém. Você para de se ver e começa a se projetar no parceiro.
Não que o relacionamento não possa ser nutritivo e satisfatório. Mas vai fazer o quê, enquanto estão juntos? Crescer profissionalmente? Apoiar o crescimento do outro? Dedicar-se a filhos? Mudar de casa? Mudar de país?
Às vezes, você estaciona numa situação. Acha que algo está ótimo enquanto está rolando e deixa rolar. Mas acaba pagando um preço – descobre que sua vida parou ali ou que foi pra uma direção que não queria. Experiências diversas são assim, desde o porre e a ressaca, até o tempo que você demora (devora) na rede social sem perceber e, mais tarde, quase se mata pra cumprir a agenda.
Não empurre essas questões com a barriga, porque o futuro não é feito amanhã, ele é plantado hoje. Faça escolhas conscientes.
Boas perguntas, pra fazer a si mesma, são: Como a pessoa ao seu lado encara a sua vida pessoal, profissional, familiar? Como ela trata seus amigos e amigas? Ela se interessa em ajudar você ou só pensa em si própria?
No começo de um namoro, o carinho e o afeto nascem na descoberta das afinidades. Mas o relacionamento só se fortalece quando as diferenças, sonhos e pensamentos do parceiro são importantes e respeitados.
Boas perguntas, pra fazer a si mesma, são: Como a pessoa ao seu lado encara a sua vida pessoal, profissional, familiar? Como ela trata seus amigos e amigas? Ela se interessa em ajudar você ou só pensa em si própria?
No começo de um namoro, o carinho e o afeto nascem na descoberta das afinidades. Mas o relacionamento só se fortalece quando as diferenças, sonhos e pensamentos do parceiro são importantes e respeitados.

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