Por Maya Wolf
As pessoas costumam chamar muitas coisas de traição. A famosa “pulada de cerca” é uma delas. Mas beijo, encontro, até conversa virtual pode ser traição, dependendo do combinado e do que se fez.
Traição, no entanto, seja como for, sempre se traduz por um ato. A violação de um contrato, a quebra de uma promessa. Em geral, não se considera traição algo que foi apenas pensado ou desejado e não realizado.
É possível perdoar e recomeçar? Depende. Vamos dar uma olhada nessas duas situações hipotéticas e diferentes.
Situação 1: O Cara 1 saiu com uma ex, uma vez, e eles transaram. Ele chega e confessa. Você percebe que ele está constrangido e quer que você saiba a verdade, mesmo ciente de que haverá consequências.
Situação 2: O Cara 2 conhece uma mulher. Saem uma, duas, três vezes... dormem juntos... até que vira um caso. Ele engana você pra continuar com ela e age como se nada estivesse acontecendo. Você acha que a qualidade da relação de vocês mudou, começa a imaginar que há outra na história e acaba descobrindo que sim.
A Situação 1 é um caso simples de traição, conforme definido acima. A traição que persiste no tempo, no entanto, já é outro caso. E é onde começamos a pensar sobre a deslealdade, como a da Situação 2.
A Situação 1 pode significar que ele é infantil, fraco, ou, mesmo, que não ficou claro entre vocês o que pensam sobre certo e errado. Que cedeu a um impulso, curiosidade ou oportunidade.
A Situação 2 indica que ele é uma pessoa daninha e não tem caráter. Ele está sacaneando você e quer fazer parecer que está tudo certo, pra continuar com as duas.
O Cara 1, por mim, receberia uma conversa e uma real segunda chance. Se isso ajudar, o psicanalista e psiquiatra Luiz Alberto Py escreveu que a traição deve ser encarada como um problema de quem trai e, não, de quem foi traído.
O Cara 2 é um mentiroso, superficial, covarde. Só perdoe se puder aceitar o que ele é e conviver com isso.

Nenhum comentário:
Postar um comentário